Analisando as evidências...
Não há como voltar atrás.

Você é o Juiz

O Caso da Casa 17

Na pequena cidade de Santa Aurora, todos conheciam a Casa 17. Ela ficava no fim da rua das mangueiras, sempre fechada, sempre silenciosa.

Até a manhã em que encontraram Helena Duarte morta dentro da sala.

E ao lado do corpo havia apenas uma frase escrita no espelho:

"Ele voltou para terminar."

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O primeiro suspeito foi Daniel, filho de Helena. Ele havia discutido com a mãe na noite anterior. Vizinhos ouviram gritos, móveis arrastando e um copo quebrando.

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Daniel dizia que saiu da casa às 21h10. A câmera da padaria mostrou ele passando às 21h18, nervoso, olhando para trás.

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Mas o laudo apontou que Helena morreu entre 22h e 23h. Daniel, nesse horário, estava em uma farmácia comprando remédio para ansiedade.

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A segunda suspeita era Clara, irmã de Helena. As duas brigavam por causa da herança da mãe. Clara dizia que Helena havia escondido documentos importantes.

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No quarto de Clara, a polícia encontrou uma chave antiga da Casa 17. Clara jurou que a chave era velha e que nem abria mais a porta.

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O perito testou a chave. Ela abriu a porta dos fundos perfeitamente.

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Mas Clara tinha um recibo de pedágio às 22h14, a 40 km dali. Parecia impossível ela ter cometido o crime.

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O terceiro nome era Raul, antigo namorado de Helena. Ele havia desaparecido da cidade há dez anos após ser acusado de incendiar o depósito do mercado.

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No espelho, a frase "Ele voltou para terminar" parecia apontar diretamente para Raul.

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Uma vizinha disse ter visto um homem de casaco preto rondando a Casa 17 naquela noite. Segundo ela, o homem mancava da perna esquerda.

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Raul mancava. Desde o incêndio, tinha uma lesão permanente.

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Mas Raul apareceu em uma foto publicada naquela mesma noite em outra cidade. O horário da foto era 22h37.

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A polícia começou a desconfiar que alguém estava tentando montar uma cena falsa.

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No lixo da cozinha, encontraram luvas queimadas, um pano com cheiro de álcool e um pedaço de papel rasgado.

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No papel havia apenas três letras: "DAN".

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Daniel disse que aquilo era armação. Segundo ele, sua mãe estava escrevendo o nome de outra pessoa: Daniela, uma antiga funcionária da família.

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Daniela trabalhara na Casa 17 anos antes. Foi demitida após Helena acusá-la de roubo.

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Mas Daniela morreu há seis meses. Pelo menos era o que constava no registro.

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O delegado encontrou algo estranho: o atestado de óbito de Daniela tinha assinatura falsificada.

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Se Daniela estivesse viva, teria motivo. Helena destruiu sua reputação. Mas ninguém sabia onde ela estava.

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Na bolsa de Helena, havia uma passagem de ônibus comprada para o dia seguinte. Destino: São Bento.

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Em São Bento morava uma mulher chamada Elisa. Ela tinha o mesmo rosto de Daniela, mas usava outro nome.

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Quando a polícia chegou, Elisa fugiu pelos fundos. Isso parecia uma confissão.

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Mas dentro da casa de Elisa havia fotos de Helena, Daniel, Clara e Raul presos em um quadro com linhas vermelhas.

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No centro do quadro estava escrita uma frase: "Nenhum deles é inocente."

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Elisa foi encontrada horas depois. Chorava muito. Disse que fugiu porque sabia que ninguém acreditaria nela.

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Ela contou que Helena a procurou, arrependida, querendo revelar um segredo antigo.

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Segundo Elisa, Daniel, Clara e Raul escondiam algo sobre o incêndio de dez anos atrás.

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O incêndio não foi acidente. E Helena tinha provas.

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No porão da Casa 17, a polícia encontrou uma caixa enterrada. Dentro havia uma fita, uma chave e uma carta.

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A fita mostrava Helena discutindo com alguém. A imagem estava ruim. Só dava para ver uma sombra mancando.

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Raul parecia culpado novamente. Mas o áudio revelava uma voz feminina ao fundo.

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A voz dizia: "Ele vai levar a culpa. Como sempre."

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Clara negou tudo. Daniel ficou em silêncio. Raul desapareceu outra vez. Elisa pediu proteção.

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Então surgiu a última prova: uma mensagem apagada do celular de Helena.

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A mensagem dizia: "Você tem até meia-noite para me devolver a carta. Ou conto tudo."

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O destinatário da mensagem era Daniel.

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Mas às 23h58, Clara recebeu uma ligação de Helena. A chamada durou apenas sete segundos.

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⚠ Atenção: escolha irreversível.
Você só poderá ver um dos finais.
O outro permanecerá para sempre oculto neste dispositivo.

Agora você é o juiz. Daniel tinha motivo, recebeu ameaça e mentiu sobre a carta. Clara tinha a chave, recebeu a última ligação e podia estar envolvida desde o incêndio.

Quem matou Helena?

Final X — Daniel é o culpado

Daniel matou Helena porque ela descobriu que ele havia participado do incêndio de dez anos atrás. A carta escondida no porão provava que ele manipulou Raul para levar a culpa.

A frase no espelho foi escrita por Daniel para parecer que Raul havia voltado. O pedaço de papel com "DAN" era a tentativa desesperada de Helena de escrever o nome do filho antes de morrer.

A farmácia era seu álibi preparado. Ele saiu, comprou o remédio, voltou pela entrada dos fundos e terminou o que começou.

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Final Y — Clara é a culpada

Clara matou Helena porque sabia que a irmã revelaria o segredo da família. Ela tinha a chave dos fundos, conhecia os horários da casa e sabia como incriminar Daniel e Raul.

O pedágio foi usado como álibi. Clara emprestou o carro para outra pessoa passar pela praça enquanto ela permanecia na cidade.

A ligação de sete segundos foi Helena reconhecendo a irmã no último instante. Clara desligou antes que qualquer palavra pudesse ser gravada.

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